quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Síndrome de Tourette



Transtorno neurológico leva pessoas emitir sons pela garganta de forma descontrolada
Pelo menos 1% da população mundial é portadora da Síndrome de Tourette. Um transtorno neurológico que leva seu portador a emitir sons pela garganta, repetir palavras e desenvolver tiques motores de forma involuntária e descontrolada.

A pessoa que sofre do transtorno pode também fazer movimentos repetitivos com os olhos, braços e boca, repuxar a cabeça, entortar o pescoço, fazer caretas, pular, tocar em pessoas ou coisas, estalar os dedos, soltar os sons sem sentido, tossir, fungar, suspirar, estalar a língua, repetir ou pronunciar palavras involuntariamente e, em alguns casos, falar palavrões ou obscenidades, tudo sem querer. O portador de Tourette até consegue controlar os tiques por algum tempo, mas geralmente eles voltam de forma mais intensa. Quando nervoso ou ansioso, devido à descarga de adrenalina, os tiques podem piorar.

Os sinais da síndrome começam a ser notados por volta dos seis, sete anos. O diagnóstico é feito pela observação dos sinais e pelo histórico do surgimento dos sintomas. A causa é desconhecida, mas sabe-se que há influência de fatores genéticos e neurobiológicos. Ainda não há cura para o transtorno, mas existem várias maneiras de controlá-lo. Os tratamento inclui terapia comportamental, medicações e estimulação profunda do cérebro.

Por Yasmin Barcellos

1,4 milhão de eleitores podem ter título cancelado, diz TSE


Eles não votaram e não justificaram ausência nas três últimas eleições. O eleitor que não regularizar a situação até 14 de abril terá título cancelado

Os eleitores que não votaram e não justificaram a ausência nas três últimas eleições têm até o dia 14 de abril para regularizar a situação, pois caso contrário, terão o título de eleitor cancelado. Segundo a Justiça Eleitoral, 1.472.174 eleitores brasileiros estão nesta situação.

Para regularizar a situação, os eleitores devem comparecer ao cartório eleitoral mais próximo. Já está disponível na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet (www.tse.jus.br), na opção "Serviços ao eleitor", uma consulta que permite ao eleitor verificar se o seu documento está sujeito a cancelamento.

Segundo o TSE, se um eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turno de uma mesma eleição, já serão contadas duas eleições para efeito de cancelamento. Além disso, poderão ser contadas faltas às eleições municipais, eleições suplementares e referendos. Não serão computadas as eleições que tiverem sido anuladas por determinação da Justiça.

De acordo com o TSE, quem não regularizar a situação do título eleitoral a tempo de evitar o cancelamento do registro poderá ser impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e obter certos tipos de empréstimos e inscrição.

A irregularidade também pode gerar dificuldades, segundo o TSE, para nomeação em concurso público, renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo e obtenção de certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.

Os eleitores analfabetos, os que à época da eleição tinham entre 16 e 18 anos e os maiores de 70 anos não precisam se submeter às regras pois nestes casos o voto é facultativo. Também não estão sujeitos ao cancelamento os títulos dos eleitores portadores de deficiência que impeça o cumprimento das obrigações eleitorais.

Cancelamentos

A atualização cadastral ocorre sempre no ano posterior às eleições. Em 2009, foram cancelados 551.456 de documentos daqueles eleitores que completaram, nas eleições municipais de 2008, três eleições sem votar ou justificar a ausência.

Em 2007, foram 1.640.317 títulos cancelados. Em 2006, ano posterior ao referendo realizado em 2005, a Justiça Eleitoral retirou dos seus cadastros 569.899 títulos eleitorais. Já em 2005 foram cancelados 1.081.721 documentos, após o registro das ausências ao pleito de 2004.

Em 2011, São Paulo registra o maior número de eleitores que poderão ter o título cancelado: 350.816. Em seguida aparece o Rio de Janeiro, com 140.339, e Minas Gerais, com 131.098. Entre os municípios, São Paulo também se destaca com o maior número de eleitores que podem ter o título cancelado: 110.128.

Imagem: Reprodução

Obesidade e sexualidade



A obesidade influencia a vida sexual das pessoas? Por quê?

Sim, influencia. Porque, primeiramente, a pessoa se sente pouco sexy e atraente. Depois, porque, dependendo do grau da obesidade da pessoa, atrapalha bastante na agilidade e movimentação na hora do sexo. Não é qualquer posição sexual que dá certo.

Esses problemas podem afetar mais os homens ou as mulheres?

Afetam igualmente os dois. Claro que a dificuldade enfrentada varia de pessoa para pessoa, pois depende do grau da obesidade e também da forma que cada um vê sua vida estando obeso. Mas, no caso dos homens, pode acontecer a atrofia do pênis, ou seja, este ficar pequeno ou “se perder” no meio da gordura, impossibilitando o homem de se tocar para se masturbar ou manipular o pênis para a penetração. Já com as mulheres, a vagina também pode atrofiar, provocando dificuldades na penetração e dores devido à pouca lubrificação. A mulher também fica com dificuldade para se tocar.

Há a possibilidade de pessoas obesas desenvolverem disfunções sexuais? Quais?

Sim. No caso dos homens, disfunção erétil, ejaculação rápida, queda do desejo sexual. Nas mulheres, anorgasmia (dificuldade para atingir o orgasmo), dispareunia (dor na penetração) e queda do desejo sexual (desejo sexual hipoativo).

Como proceder no tratamento e passar a levar uma vida normal?

Primeiro checar a saúde física, verificando se a disfunção sexual instalada não tem causa orgânica. Em seguida, buscar a ajuda de um psicólogo especializado em sexualidade para tratar as disfunções sexuais de causa psicológica e/ou adequar a pessoa para uma vida sexual saudável.

Como a sociedade pode afetar essas pessoas devido aos padrões estéticos que ela prioriza?

Pode afetar à medida que se prega por aí que bonito é aquela pessoa magra, com formas bem definidas e sensuais. Ao se deparar no espelho e observar que a coisa não está bem assim, para alguns isso poderá gerar isolamento, retraimento social, podendo chegar à depressão.


Dra. Carla Vanecha Cecarello Fraia é Psicóloga, Sexóloga, Pós-graduada em Latu-senso em Psicodiagnósico pela Universidade São Marcos; Mestre em Ciências da Saúde pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina desde 2003; Presidente da ABS – Associação Brasileira de Sexualidade desde sua fundação em 1998; Coordenadora do Projeto AmbSex (www.projetoambsex.com.br) desde 2003. Apresentou programas de TV sobre sexualidade em canais como Rede TV!, SBT e na internet.

FONTE: IDMED

Beleza o ano todo: cuidados básicos eficientes para manter o rosto e o corpo saudáveis em todas as estações do ano




Todos os anos, quando o verão se aproxima, especialistas em beleza, médicos e indústrias de cosméticos apresentam novidades em produtos e tratamentos para que as pessoas fiquem mais bonitas na estação do sol, do mar e das férias. Estamos sempre em busca de resultados melhores, ativos mais eficientes e tecnologia a fim de colaborar na busca pela beleza facial, corporal e dos cabelos.

No entanto as pessoas, muitas vezes, se esquecem do básico. São cuidados que, na verdade, devem ser tomados o ano inteiro, não só no verão. De que adianta, por exemplo, passar bons hidratantes no corpo se a pessoa não toma a quantidade adequada de água? E hidratar-se não é um requisito só do verão, mas um cuidado diário.

Veja abaixo quais são os cuidados fundamentais para quem quer estar belo e saudável em todas as estações do ano. São dicas que valem tanto para eles como para elas:

Não abuse da exposição ao sol em nenhuma situação. Proteja a pele das agressões dos raios solares com o protetor adequado ao seu tipo de pele. Protetor solar, inclusive, deve fazer parte do ritual diário de cuidados com a pele. Dê preferência aos que oferecem proteção ao DNA da célula. Se preferir, peça auxílio a especialistas.

Quando for à praia ou à piscina, evite se expor ao sol entre as 10h e as 16h. Nesse período, o sol agride o DNA da célula, o que compromete a vitalidade da pele, fazendo com que surjam manchas escuras e sardas.

Não se esqueça dos seus lábios: cuide deles com carinho usando protetor labial para evitar rachaduras, além de deixá-los permanentemente hidratados. Os lábios ‘sofrem’ em todas as estações do ano, especialmente no verão e no inverno.

Faça drenagem linfática regularmente. Opte por sessões pelo menos duas vezes por semana. Além de evitar o acúmulo de líquidos, a drenagem auxilia na quebra de gordura e eliminação de impurezas do organismo.

Cuide de seu metabolismo. No verão, ocorre a maior perda de líquidos e minerais devido ao aumento da temperatura corporal e à transpiração excessiva. Porém, o correto é não esperar a sede chegar: aumente a ingestão de líquidos, sobretudo os saudáveis como a água de coco – que é rica em sais minerais e proteínas.

No combate à flacidez, nada melhor do que a prática regular de exercícios físicos e manter hábitos e alimentação saudáveis. Vale ainda usar e abusar dos produtos firmadores corporais, que aumentam a elasticidade da pele por meio da estimulação do colágeno. Cuidando do corpo o ano todo, fica muito mais fácil chegar melhor e mais bonito no verão.

Joyce Rodrigues é farmacêutica bioquímica e cosmetóloga – diretora científica e responsável por pesquisa e desenvolvimento – e vice-presidente das marcas Biomarine e Cosmobeauty. Joyce tem MBA em Cosmetologia e é docente do SENAC e dos cursos de pós-graduação com MBA da Unicastelo/IPUPO. "Sou palestrante de Jornadas Científicas promovidas pela entidade em todos os estados do Brasil e em países como Portugal, Equador e Uruguai." Para aprofundar seus conhecimentos, Joyce marca presença em cursos de especialização em cosmetologia e em congressos internacionais. Fundadora do Instituto Joyce Rodrigues, que oferece cursos profissionalizantes para pessoas de baixa renda interessadas em atuar no mercado de beleza e estética.

FONTE: http://idmed.uol.com.br/beleza/beleza-o-ano-todo-cuidados-basicos-eficientes-para-manter-o-rosto-e-o-corpo-saudaveis-em-todas-as-estacoes-do-ano.html

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Venda de ingressos para Rock in Rio é antecipada para maio




Segundo site do evento, entradas podem ser compradas a partir do dia 7. Festival acontece entre 23 de setembro e 2 de outubro, com 108 atrações.

Rock in RioProgramada para começar em junho, a venda de ingressos para o Rock in Rio foi antecipada para o dia 7 de maio, segundo o site oficial do evento, em nota publicada neste sábado (5).

A entrada para cada dia do evento custará R$ 190 (inteira) e R$ 95 (meia-entrada). Elas podem ser compradas pela internet e por postos de venda que serão divulgados em breve. O festival acontece entre 23 de setembro e 2 de outubro, com 108 atrações.

Em dezembro do ano passado, o primeiro lote de ingressos para o Rock in Rio se esgotou em pouco menos de um mês. Foram vendidos 100 mil Rock in Rio Cards. Katy Perry, Rihanna, Elton John, Coldplay, Metallica e Red Hot Chili Peppers são alguns dos artistas confirmados para o festival.

Imagem: Ilustração


Fonte: G1

Mais fôlego e autoestima



Agência FAPESP – O estudo Efeito do treinamento aeróbico sobre a morbidade psicossocial e sintomas em pacientes com asma: um estudo clínico aleatorizado, realizado por Felipe Augusto Rodrigues Mendes, doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com Bolsa da FAPESP, recebeu menção honrosa na categoria Trabalho Publicado na edição 2010 do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde 2002, a iniciativa do Ministério da Saúde distingue trabalhos divididos em cinco categorias: Tese de Doutorado, Dissertação de Mestrado, Trabalho Científico Publicado, Monografia de Especialização ou Residência e Incorporação de Conhecimentos Científicos no SUS. Os temas abordados devem estar focados no desenvolvimento das políticas públicas de saúde no Brasil.

O objetivo do trabalho de Mendes, fruto do mestrado "Efeito do treinamento aeróbico sobre a morbidade psicossocial e sintomas em pacientes com asma: um estudo clínico aleatorizado", era descobrir que benefícios as atividades físicas poderiam proporcionar aos pacientes asmáticos.

“Somos o oitavo país com o maior número de ocorrências de asma no mundo. As causas dessa inflamação nos pulmões estão associadas a fatores genéticos e ambientais”, disse Mendes à Agência FAPESP.

“Os resultados do estudo mostram que os pacientes que realizaram atividade física tiveram uma redução de 66% nos sintomas de asma quando o exercício foi praticado de forma moderada e isso mostra que o exercício físico pode ser um aliado no controle da doença”, indicou.

De acordo com o orientador do trabalho, Celso Fernandes de Carvalho, professor de Fisioterapia Respiratória do Curso de Fisioterapia da FMUSP, o paciente asmático mais ansioso e deprimido abandona o uso da medicação prescrita pelo médico mais facilmente. “Ele é o que mais custa para o Sistema Único de Saúde”, disse.

O estudo integrou o Projeto Temático "Mecanismos de inflamação pulmonar na asma: estudos clínicos e experimentais", coordenado por Milton de Arruda Martins da FMUSP.

O trabalho de Mendes analisou 101 pessoas com idade média de 35 anos. “Setenta por cento eram mulheres, mas isso é uma característica da doença. Quando o indivíduo é jovem, a asma é predominante em meninos, em adultos ocorre o inverso”, explicou Carvalho.

Do total, Mendes e colegas dividiram os participantes em dois grupos: um que não fazia exercício físico e outro que praticava exercícios aeróbicos duas vezes por semana, como a caminhada.

Após três meses de treinamento físico de intensidade moderada a intensa e medicação controlada, o grupo observou uma melhora significativa não só nos sintomas da asma, como na qualidade de vida pacientes.

De acordo com Carvalho, os pacientes que apresentavam sintomas a cada dois dias, totalizando 15 dias com sintomas por mês, passaram a ter entre um e dois dias de sintomas da doença por semana, somando seis no mês.

Menos inflamação

Outra boa notícia foi a melhora no convívio social. Com a asma controlada e a capacidade de realização das atividades diárias, os cientistas observaram que a prática de exercícios reduziu significativamente o quadro de depressão e ansiedade nos pacientes.

“Devido ao fato de os pacientes não saberem quando ocorrerá a próxima crise, os pacientes asmáticos são mais ansiosos e depressivos do que a população sem asma”, afirmou Mendes.

Segundo ele, o próximo passo é tentar descobrir o mecanismo de ação da atividade aeróbica na redução da inflamação pulmonar. Esse é um dos temas que vem trabalhando na sua tese.

O artigo Effects of Aerobic Training on Psychosocial Morbidity and Symptoms in Patients With Asthma (doi:10.1378/chest.09-2389), de Felipe A. R. Mendes e outros, pode ser lido por assinantes da Chest em www.chestpubs.org.

Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13419/mais-folego-e-autoestima.htm

Proteína exterminadora


  • Agência FAPESP – Uma proteína descoberta em 1995, capaz de aniquilar as células tumorais, deixando ilesas as células saudáveis, é considerada um dos mais poderosos recursos naturais do organismo para deter o câncer.

    No entanto, em certos tipos de câncer há uma inibição da expressão dessa proteína, conhecida como TRAIL (sigla em inglês para ligante indutor de apoptose relacionada ao fator de necrose tumoral), o que permite a evolução do tumor.

    Uma equipe brasileira de cientistas desvendou um mecanismo molecular que controla a expressão de TRAIL na leucemia mieloide crônica (LMC). O estudo, que mostrou como a “armadilha contra o câncer” é desmontada, abre caminho para a investigação de alternativas terapêuticas para a doença.

    O trabalho, coordenado por Gustavo Amarante-Mendes, professor do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), foi publicado na revista Oncogene, do grupo Nature.

    O cientista coordena atualmente um projeto de pesquisa, financiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, que tem foco na área de excelência do grupo do ICB-USP: estudos sobre os mecanismos moleculares que regulam os processos de morte celular em câncer e em células do sistema imune.

    De acordo com Amarante-Mendes, o trabalho foi a base da pesquisa de doutorado de Daniel Diniz de Carvalho, primeiro autor do artigo. Colaboraram também Welbert de Oliveira Pereira e Janine Leroy, alunos de doutorado e mestrado, respectivamente. Os três tiveram bolsas da FAPESP.

    Durante seu desenvolvimento, a partir de 2007, o estudo recebeu diversos prêmios, incluindo o Nature Reviews Cancer Award, durante a 8ª Conferência São Paulo de Pesquisa , o segundo lugar no Prêmio Michel Jamra para Jovens Pesquisadores durante a 23ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), além do Prêmio Ricardo Pasquini, como melhor trabalho sobre leucemia mieloide crônica apresentado no congresso da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (Hemo 2009).

    Segundo Amarante-Mendes, a proteína TRAIL induz suas células-alvo à morte iniciando um complexo e bem regulado programa molecular conhecido como apoptose, que é acionado durante o desenvolvimento embrionário, para formar de maneira apropriada órgãos e tecidos. Na vida adulta, a apoptose – ou morte celular – desempenha um papel fundamental na renovação das células.

    “Os defeitos no processo de apoptose são observados em diversas formas de câncer e a aquisição de resistência à apoptose é considerada uma das etapas do processo de gênese do tumor. Algumas formas de câncer são capazes de desenvolver resistência à morte induzida por TRAIL. Outras, como a LMC, inibem a produção de TRAIL, escapando desse importante mecanismo de defesa. Nosso estudo demonstrou o funcionamento desse mecanismo molecular”, disse Amarante-Mendes à Agência FAPESP.

    A LMC, segundo o cientista é causada por uma proteína quimérica – isto é, que não deveria existir normalmente no organismo –, que surge como resultado de uma “confusão” entre os cromossomos 9 e 22, que trocam trechos entre si.

    “É o que se chama de translocação gênica: a proteína ABL, do cromossomo 9, é transferida para a região BCR do cromossomo 22. Isso gera um cromossomo atípico, denominado cromossomo Filadélfia, associado à LMC. O nosso estudo investigou os mecanismos moleculares responsáveis pela inibição da expressão de TRAIL nas células leucêmicas BCR-ABL-positivas”, explicou.

    O trabalho, de acordo com Amarante-Mendes, teve colaboração de outros grupos de pesquisa, incluindo as equipes coordenadas por Marco Antonio Zago, pró-reitor de Pesquisa da USP, Eliana Abdelhay, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), e as professoras Fabíola Castro, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCF-RP-USP), e Jacqueline Jacysyn, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

    Bala mágica

    Inicialmente, a equipe observou que a expressão de TRAIL diminuía expressivamente com a progressão da LMC e essa diminuição estava diretamente relacionada a um aumento na expressão de uma outra proteína: a PRAME (sigla em inglês para antígeno preferencialmente expresso do melanoma).

    “A PRAME normalmente não é encontrada em células normais, mas está presente com frequência nas células tumorais. Depois de constatar isso, nós observamos que a PRAME é diretamente responsável por inibir a expressão de TRAIL em células leucêmicas”, disse Amarante-Mendes.

    De acordo com ele, a PRAME é responsável por recrutar proteínas capazes de inibir a transcrição gênica por meio de mecanismos epigenéticos. “O trabalho mostrou também que esse mecanismo tem implicações terapêuticas para a LMC, uma vez que a inibição de PRAME, por RNA de interferência, é capaz de gerar uma maior expressão de TRAIL, deixando as células leucêmicas mais suscetíveis à apoptose e, consequentemente, à terapia”, afirmou.

    Quando a TRAIL foi descoberta, em 1995, pelo fato de matar as linhagens celulares em culturas tumorais preservando, ao mesmo tempo, as linhagens primárias, a proteína foi considerada uma “bala mágica” para o futuro do tratamento do câncer. Alguns tratamentos clínicos com base na TRAIL chegaram a ser desenvolvidos.

    “O problema é que algumas formas de câncer são resistentes a essa sinalização. Em outras formas, como no caso estudado, o gene ABL-BCR mantém baixa a expressão de TRAIL. Por isso focamos os estudos na tarefa de desvendar esse mecanismo”, disse Amarante-Mendes.

    É possível que o mesmo mecanismo desvendado pelos pesquisadores, segundo ele, possa ocorrer não só na LMC, mas também em outros tipos de tumores onde a expressão de PRAME é elevada.

    “Essa possibilidade – e suas implicações clínicas – é o próximo passo para os nossos estudos”, disse o cientista. O tema, segundo ele, já começou a ser investigado por Bárbara Mello, que desenvolve no laboratório do ICB seus estudos de pós-doutorado, com bolsa da FAPESP.

    O artigo BCR-ABL-mediated upregulation of PRAME is responsible for knocking down TRAIL in CML patients (doi:10.1038/onc.2010.409), de Gustavo Amarante-Mendes e outros, pode ser lido por assinantes da Oncogene em www.nature.com/onc

    Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13418/proteina-exterminadora.htm

domingo, fevereiro 06, 2011

Banda larga poderá custar menos de R$ 30

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, falou ontem sobre o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende massificar a oferta de acessos à internet em alta velocidade até 2014. Segundo ele, a ideia é oferecer o serviço na faixa de R$ 35, se os Estados cobrarem Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se os Estados abrirem mão do ICMS, a banda larga poderá custar pouco menos de R$ 30.

"Nós temos 34% - foi a estatística divulgada no ano passado - dos lares com internet. Nós precisamos colocar essa internet que já tem infraestrutura à disposição das pessoas e tem que ser com preço menor para que elas acessem", afirmou o ministro.

"Paralelamente a isso, nós precisamos discutir o grande avanço que é fazer linhas de cabos de fibra ótica por todo o Brasil, além dos que já existem, para termos condições de nos equiparar com grandes países avançados em internet. É nisso que estamos trabalhando", disse.

Telefonia rural

Paulo Bernardo anunciou também que ainda em 2011 o governo pretende colocar em licitação uma linha de comunicação para a telefonia fixa rural. "Nós pretendemos desocupar, vamos chamar assim, uma faixa de transmissão de rádio que é usada hoje exclusivamente pela Polícia Federal", afirmou.

"A Polícia Federal vai comprar rádios com outra frequência e essa faixa de 459 megahertz vai ficar desocupada e nós pretendemos colocar a telefonia rural nessa faixa", explicou Bernardo.

O ministro informou também que vai exigir o cumprimento das cláusulas previstas nos contratos de concessão das operadoras de telefonia celular, especialmente no que se refere a prestação de serviços em localidades distantes dos grandes certos.

Imagem: Reprodução


Será que é integral?

E o que é um alimento realmente orgânico? Esses produtos estão cada vez mais presentes na mesa de quem busca um modo de vida saudável. Mas nem sempre o que está estampado nos rótulos pode corresponder à realidade.

Eles tomaram de assalto as prateleiras dos grandes supermercados. A oferta de alimentos integrais e orgânicos aumenta a olhos vistos no Brasil. Mas, antes de colocar um desses produtos no carrinho, vale se indagar: será que é integral mesmo? E como ter certeza de que uma carne é realmente orgânica? Para começo de conversa, são considerados integrais aqueles grãos e cereais, como arroz, trigo e aveia, que não passam por um processo de refinamento. Dessa forma, como a casca e a película não são descartadas, preserva-se boa parte dos nutrientes e das fibras. “Eles agem como uma vassourinha no nosso organismo”, diz a nutricionista Maria Aquimara Zambone, da Divisão de Nutrição e Dietética do Ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em outras palavras, incluir essas opções no cardápio ajuda a reduzir os níveis de colesterol, permite controlar as taxas de açúcar no sangue e contribui para o emagrecimento.

O problema é que não há nenhum tipo de regra sobre a fabricação desses produtos no país, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. E por causa da falta de parâmetros cada empresa adota os critérios que bem entender. A Wickbold, marca líder no mercado, baseiase numa resolução já revogada pela Anvisa que, em suma, define o pão integral como aquele “preparado (...) com farinha de trigo e farinha de trigo integral ou fibra de trigo e ou farelo de trigo”. Sandra Sernaglia, gerente de marketing da empresa, reconhece que a definição é meio vaga. “Utilizamos a farinha de trigo refinada, fortificada com ferro e ácido fólico e incorporamos a fibra de trigo”, diz ela.

O grupo Bimbo, das marcas Pullman, Vita Plus e Nutrella, segue os preceitos da Whole Grains Council, organização que certifica por meio de um selo produtos integrais nos Estados Unidos. De acordo com suas normas, a massa do pão integral deve conter 51% de farinha... integral. A falta de regras específicas no setor é algo possível de ser resolvido. “Uma mobilização da sociedade civil pode levar às autoridades uma proposta efetiva”, acredita a advogada Mariana Ferraz, do Instituto de Defesa do Consumidor, o Idec.

Imagem: Ilustração

Filmes em Cartaz!

FILMES EM CARTAZ

- Período: 28/01 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
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- Período: 04/02 a 10/02
Cisne Negro - Black Swan
Cisne Negro
Suspense
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
Desenrola - Desenrola
Desenrola
Comédia
- Período: 04/02 a 10/02
Dois Irmãos - Dos Hermanos
- Período: 04/02 a 10/02
Enrolados - Tangled
Enrolados
Animação
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
Santuário - Sanctum 3D
Santuário
Aventura
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02

Câncer oral: evite os fatores de risco e previna a doença

Câncer oral

O câncer oral é um crescimento desordenado de células que se tornaram malignas (tumor ou neoplasia maligna), na cavidade oral ou lábios, que pode invadir outros tecidos e órgãos e até se espalhar para outras regiões do corpo (metástase). O câncer acontece quando uma célula normal do nosso organismo começa a se dividir de forma descontrolada e acelerada. Esse descontrole geralmente é causado por um acúmulo de mutações no DNA da célula (alterações genéticas) que não são reparadas pelos sistemas de controle do organismo. Assim, diz-se que houve transformação maligna dessa célula. O tipo de câncer oral mais comum é o carcinoma de células escamosas.

No Brasil, o câncer oral tornou-se um problema de saúde pública, principalmente nas populações com dificuldade de acesso a serviços de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano há cerca de 14.120 novos casos de câncer oral.

Aftas podem se tornar câncer?

Não. As aftas são lesões comuns e suas causas, ainda incertas, parecem relacionadas a alterações no sistema de defesa do organismo. São úlceras muito dolorosas (já as lesões iniciais do câncer tendem a ser indolores), recorrentes e autolimitadas, isto é, cicatrizam espontaneamente em poucos dias. Se a pessoa acha que tem uma lesão parecida com afta que não cicatriza após uns 15 dias, deve procurar um dentista ou médico para fazer o diagnóstico da condição.

Quais são os fatores de risco mais comuns associados ao câncer oral?

Primeiramente, fator de risco para o câncer significa uma condição que aumenta a chance de uma pessoa desenvolver o câncer. Para o câncer oral, o principal fator de risco é o uso do tabaco (cigarro, cachimbo, charuto, rapé, fumo de rolo). No tabaco há cerca de 4.700 substâncias tóxicas e pelo menos 60 dessas têm grande potencial de causar câncer.

O álcool também é um fator de risco e o seu uso com o tabaco aumenta ainda mais a chance de desenvolver um câncer oral. Além disso, deficiências nutricionais e a irritação mecânica crônica da mucosa (dentes fraturados e restaurações e próteses mal adaptadas) atuam como cofatores, favorecendo a ação de outros agressores, como o tabaco e o álcool. A má higiene da boca é considerada um determinante adicional ao risco de câncer. Pessoas do sexo masculino e acima de 40 anos de idade têm maior risco de desenvolver o câncer de boca e devem ficar atentas, principalmente, se forem fumantes e usuários de bebidas alcoólicas.

Pessoas que se expõem muito ao sol podem desenvolver o câncer de lábio. Essa doença ocorre mais em pessoas de pele clara, principalmente no lábio inferior.

Ao evitar os fatores de risco para o câncer de boca, estamos prevenindo essa doença. Portanto:

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Pare de fumar;

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Evite bebidas alcoólicas, e se for beber, faça-o de forma moderada;

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Faça a higiene da boca diariamente e visite seu dentista regularmente;

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Tenha uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas;

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Evite a exposição excessiva ao sol e proteja-se, usando protetor solar e chapéu de abas largas.

Como é diagnosticado esse câncer? É possível confundi-lo com outros tipos de lesões pré-malignas?

O câncer de boca é diagnosticado, num primeiro momento, pelo exame clínico e depois, de forma definitiva, pela biópsia, que é a retirada de tecido da lesão para análise microscópica em laboratório (exame histopatológico). Se necessário pode-se fazer exames complementares de imagem, como radiografias e tomografias. O ideal é que a própria pessoa fique atenta a alterações que apareçam na região da cavidade oral, lábios e garganta. Se há alterações, como sinais, assimetrias, feridas, áreas esbranquiçadas e/ou avermelhadas e indolores, que não desaparecem nem melhoram em cerca de 15 dias, a pessoa deve procurar um serviço de saúde. Por outro lado, todo dentista deve, nas consultas de rotina, fazer um exame minucioso em todos os pacientes, pois, quanto mais cedo se detectar o câncer, maiores serão as chances de cura. Mas a maioria dos casos tem sido diagnosticada quando a doença já está em fase avançada e a cura se torna muito difícil.

O câncer de boca pode ter diversos aspectos clínicos. Por isso, durante o exame da boca, muitas vezes não é possível diferenciar uma lesão pré-maligna de uma lesão maligna (câncer), sendo importante realizar o diagnóstico diferencial, para descartar outras doenças, e a biópsia, para o diagnóstico definitivo.


O HPV tem alguma ligação com esse câncer?

O Papilomavírus Humano (HPV) pode introduzir seu DNA no DNA da célula hospedeira. Assim, quando nossa célula se multiplica, o DNA do vírus também se multiplica. Isso pode produzir tumores benignos, como papilomas e verrugas, mas em alguns casos pode haver produção de tumores malignos. A relação HPV-câncer de colo do útero já é mais conhecida e sabe-se que há tipos de HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer nessa região. Mas para o câncer de boca, apesar de numerosas pesquisas em todo o mundo e de alguns casos apresentarem o HPV, essa ligação de causa-efeito ainda não está bem esclarecida.

Como é feito o tratamento?

Depois de feito o diagnóstico definitivo, geralmente pela biópsia, o paciente é encaminhado para um serviço especializado em tratamento de câncer. A equipe médica decidirá qual o tratamento mais indicado para cada caso, que pode incluir cirurgia (remoção cirúrgica do tumor), quimioterapia (uso de compostos químicos para destruir células tumorais) e radioterapia (uso de radiação ionizante para destruir células tumorais). A escolha do tratamento dependerá do tamanho e das características da lesão e do estágio da doença. Em muitos casos, faz-se a combinação desses tipos de tratamento. Quanto mais cedo o tratamento for feito, maiores as chances de cura.

Referências

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, Secretaria de Assistência à Saúde, Ministério da Saúde, Brasil. Falando Sobre Câncer da Boca. Rio de Janeiro, 2002. 52 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/falando_sobre_cancer_boca.pdf.

COORDENAÇÃO DE PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA DE CÂNCER, INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde, Brasil. Estimativas 2010: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro, 2009. 94 p. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/estimativa20091201.pdf.

CARVALHO, C. Cresce incidência de câncer de boca no Brasil. Rev. Bras. Odontol. São Paulo, v.60, n.1, p.36-9, jan./fev. 2003.

SILVERMAN, S. Oral Cancer, American Cancer Society. 5. ed. BC: Decker Inc., 2003. 212 p.

FRANCO, E.L. et al. Risk factors for oral cancer in Brazil: a case control study. Int. J. Cancer. New York, v.43, n.6, p.992-1000, June 1989.

Doralina do Amaral Rabello Ramos é Doutora em Ciências Odontológicas/Patologia Molecular pela Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio.

FONTE: IDMED

sábado, fevereiro 05, 2011

Pesquisa mostra que Popeye tinha razão: espinafre reforça os músculos


Agora os pesquisadores descobriram que comer um prato de espinafre todos os dias realmente aumenta a eficiência muscular

Um estudo científico demonstrou que Popeye tinha razão ao afirmar que sua força vinha do espinafre. O famoso marinheiro, personagem de quadrinhos americano que depois virou desenho animado, engolia o conteúdo de uma lata de espinafre cada vez que tinha que utilizar seus músculos para sair de uma encrenca.

Agora os pesquisadores descobriram que comer um prato de espinafre todos os dias realmente aumenta a eficiência muscular.

O consumo de 300 gramas de espinafre reduz em um 5% a quantidade de oxigênio necessária para o funcionamento dos músculos quando se faz exercício físico, segundo um estudo publicado na revista "Cell Metabolism".

O segredo não está no ferro, mas nos nitratos, muito abundantes nessa hortaliça e que chegam com mais eficiência às mitocôndrias, que produzem energia nas células.

"É como se puséssemos combustível nos músculos. O espinafre faz com que funcionem com muito mais suavidade e eficácia", afirma o autor do estudo, Eddie Weitzberg, do Instituto Karolinska, de Estocolmo.

O cientista deu a um grupo de voluntários durante três dias suplementos puros de nitrato em uma quantidade equivalente à encontrada em um prato de espinafre.

No começo e no final da experiência, os voluntários pedalaram em uma bicicleta ergométrica enquanto era medido seu consumo de oxigênio, que foi entre 3% e 5% menor do que no final da atividade.

"É um efeito profundo e significativo. Demonstra que Popeye tinha razão", comenta o especialista.

Imagem: Reprodução

Fonte: Gazeta OnLine

VOLTA ÀS AULAS: Mochilas da moda podem prejudicar coluna


Mochilas com rodinhas, de personagens de desenho animado, com porta trecos e com diversos outros atrativos. Atualmente o mercado oferece muitas opções de mochila para fazer a alegria da criançada. Mas, crianças e adolescentes que carregam mochilas inadequadas podem desenvolver várias doenças ortopédicas. Os casos mais graves podem causar desvios de postura e problemas nas articulações. O ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Luiz Eduardo Carelli, alerta que as mochilas da moda, irresistíveis aos olhos dos estudantes, podem prejudicar a coluna. Segundo Luiz Eduardo Carelli, os pais devem considerar vários fatores antes de escolher o modelo da mochila:

"Os pais devem adquirir algum modelo que se ajuste entre as costas da criança e a região lombar e que essa mochila não ultrapasse a linha da cintura e esteja bem ajustada."

Luiz Eduardo Carelli lembra que os modelos devem ser escolhidos de acordo com o perfil de cada criança. As mochilas com rodinhas, por exemplo, são mais indicadas para quem tem até quatro anos de idade. Mesmo nestas situações, o especialista do INTO explica que devem ser tomados alguns cuidados:

"Os pais devem prestar atenção no ajuste para que a alça dessa rodinha fique ao nível da mão da criança. Não deixar que a criança vá com o corpo de encontro à alça abaixando de um lado o corpo"

As crianças maiores devem optar pelos modelos de alças acolchoadas, que protegem a pele de abrasões. A mochila com alça diagonal, conhecida como "bolsa carteiro", deve ser evitada. Ela acumula o peso em um único lado do corpo e pode provocar desvios na coluna.

Reportagem de Débora Rocha - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110100

Culinária japonesa e chinesa: conheça os pratos, calorias, benefícios e malefícios

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Photoxpress_1672943A culinária japonesa é uma das mais consumidas no Brasil. Restaurantes que servem culinária oriental se multiplicam cada vez mais (como sushi bar e casas especializadas em temakis) e com isso é possível encontrar delícias nipônicas em quiosques e shoppings.

Com fama de comida leve e de fácil digestão, a mistura com alimentos de origem chinesa, como o yakissoba e o rolinho primavera, pode fazer com que seu prato fique calórico. A atenção deve ser redobrada também quando o assunto é o consumo de peixes crus, pois um prato mal preparado pode esconder bactérias perigosas.

Quando bem preparada, a comida japonesa é natural, o que só traz benefícios à saúde. O sashimi (peixe cru) auxilia na redução do colesterol e no controle da hipertensão. O broto de feijão, ingrediente presente em saladas, deve ser consumido cru e possui vitamina C e fibras. O arroz branco, presente na maioria dos pratos, é fonte de carboidratos e aminoácidos essenciais, além de possuir ferro. O gengibre e a raíz forte, que sempre acompanham os pratos de sushi, são fundamentais na culinária japonesa. Enquanto o gengibre tem ação bactericida e ação digestiva, a raíz forte atua contra a formação de cáries e tem sabor diferenciado. O shiitake, tipo de cogumelo muito apreciado pelos japoneses, tem sido usado em pratos requintados e estimula a defesa imunológica.

Abaixo estão listados os alimentos mais consumidos pelos brasileiros, separando os de origem japonesa e os chineses junto com as calorias de cada prato. Assim fica mais fácil comer sem culpa e ter certeza de qual é a opção mais saudável!

Culinária chinesa

japanchina-gyozaGyoza: trata-se de um pastelzinho, que costuma ser cozido, recheado com carne de porco ou frango. Também há os restaurantes que prefiram a iguaria frita, como os pastéis comuns, ou na chapa. Se for feito em óleo de imersão, o gyosa pode ter 300 calorias por unidade.

japanchina-hamurakiHarumaki (rolinho primavera): é feito com uma massa fina e crocante recheado originalmente com legumes cozidos, como cenoura e repolho. Por ser frito, deve ser consumido com moderação. Existem versões salgadas mais calóricas, como as recheadas com queijo ou camarão, e também rolinhos doces, com chocolate, morango ou banana, Pode ser encontrado salgado ou doce. Um rolinho de legumes tem cerca de 110 calorias.

japanchina-yakissobaYakissoba: macarrão bem fininho que, depois de cozido, é feito na chapa com molho shoyo, legumes e carnes, que podem ser de porco, frango ou bovina. Costuma ser uma receita bastante calórica, mas se preparado em casa, bastam 10 colheres de molho para saborear o alimento sem pesar tanto na consciência. A receita tradicional leva broto de feijão, cenoura, pimentão, cebola, couve-flor e acelga. Um prato de 200 gramas tem cerca de 400 calorias, em média.

Culinária japonesa

japanchina-missoMissoshiro (Sopa de Soja): A soja traz inúmeros benefícios para a saúde e esta receita, além de ter o alimento como ingrediente, ainda pode ser acrescida de queijo de soja (tofú), vegetais e peixe. Os japoneses acreditam que esta sopa prolonga a vida, pois ajuda o corpo a funcionar melhor. Um prato possui 100 calorias.

japanchina-sashimiSashimi: por ser peixe cru fatiado, esse alimento pode ser consumido sem sustos. Salmão, atum, robalo, namorado e linguado são os peixes mais utilizados no preparado desta iguaria. Cuidado com o uso de molhos, como agridoce e shoyu, pois em excesso eles podem engordar muito o prato. Cada fatia possui cerca de 20 calorias.

Sushi

Existem 23 tipos dessa iguaria, mas para facilitar veja os doze mais consumidos:

japanchina-tekamakiTekamaki: feito de arroz, atum cru e alga marinha (8 calorias);

japanchina-shakemakiShakemaki: arroz e salmão cru envoltos em alga marinha (10 calorias);

japanchina-ebimakiEbimaki: arroz e camarão cozido com alga marinha (18 calorias);

japanchina-kanimakiKanimaki: arroz recheado com kani cozido e gergelim e alga (18 calorias);

japanchina-skinmakiSkin Maki: arroz, pele de salmão grelhada, molho agridoce e alga marinha envoltos em gergelim (22 calorias);

japanchina-sushidecaramaroSushi de camarão: bolinho de arroz coberto com kani cozido, preso por uma fatia fina de alga marinha (40 calorias);

japanchina-sushideatumNiguiri de atum: bolinho de arroz coberto com atum cru (45 calorias);

japanchina-sushidesalmaoNiguiri de salmão: bolinho de arroz coberto com salmão cru (47 calorias);

japanchina-uramakiatumUramaki de atum: arroz recheado com atum cru e alga marinha e envolto em gergelim (49 calorias);

japanchina-uramakisalmaoUramaki de salmão: arroz recheado com salmão cru e alga marinha, envolto em gergelim (52 calorias);

japanchina-californiaCalifórnia: arroz recheado com manga, kani cozido, maionese, pepino e alga marinha, envolto em gergelim (53 calorias);

japanchina-hotHot Philadelphia: é feito com arroz, cream cheese e salmão, mas por ser frito em óleo acumula muitas calorias (90 calorias).

japanchina-tempuraTempurá: por ser crocante, é um bom alimento para introduzir a comida japonesa no paladar dos pequenos. Se tratam de verduras, legumes e frutos do mar empanados e fritos. Uma unidade tem cerca de 50 calorias.

Isabela Leão é Nutricionista graduada pela CESUMAR. Membro da organização nutricional do Paraná.

FONTE: IDMED