domingo, fevereiro 06, 2011

Banda larga poderá custar menos de R$ 30

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, falou ontem sobre o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende massificar a oferta de acessos à internet em alta velocidade até 2014. Segundo ele, a ideia é oferecer o serviço na faixa de R$ 35, se os Estados cobrarem Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se os Estados abrirem mão do ICMS, a banda larga poderá custar pouco menos de R$ 30.

"Nós temos 34% - foi a estatística divulgada no ano passado - dos lares com internet. Nós precisamos colocar essa internet que já tem infraestrutura à disposição das pessoas e tem que ser com preço menor para que elas acessem", afirmou o ministro.

"Paralelamente a isso, nós precisamos discutir o grande avanço que é fazer linhas de cabos de fibra ótica por todo o Brasil, além dos que já existem, para termos condições de nos equiparar com grandes países avançados em internet. É nisso que estamos trabalhando", disse.

Telefonia rural

Paulo Bernardo anunciou também que ainda em 2011 o governo pretende colocar em licitação uma linha de comunicação para a telefonia fixa rural. "Nós pretendemos desocupar, vamos chamar assim, uma faixa de transmissão de rádio que é usada hoje exclusivamente pela Polícia Federal", afirmou.

"A Polícia Federal vai comprar rádios com outra frequência e essa faixa de 459 megahertz vai ficar desocupada e nós pretendemos colocar a telefonia rural nessa faixa", explicou Bernardo.

O ministro informou também que vai exigir o cumprimento das cláusulas previstas nos contratos de concessão das operadoras de telefonia celular, especialmente no que se refere a prestação de serviços em localidades distantes dos grandes certos.

Imagem: Reprodução


Será que é integral?

E o que é um alimento realmente orgânico? Esses produtos estão cada vez mais presentes na mesa de quem busca um modo de vida saudável. Mas nem sempre o que está estampado nos rótulos pode corresponder à realidade.

Eles tomaram de assalto as prateleiras dos grandes supermercados. A oferta de alimentos integrais e orgânicos aumenta a olhos vistos no Brasil. Mas, antes de colocar um desses produtos no carrinho, vale se indagar: será que é integral mesmo? E como ter certeza de que uma carne é realmente orgânica? Para começo de conversa, são considerados integrais aqueles grãos e cereais, como arroz, trigo e aveia, que não passam por um processo de refinamento. Dessa forma, como a casca e a película não são descartadas, preserva-se boa parte dos nutrientes e das fibras. “Eles agem como uma vassourinha no nosso organismo”, diz a nutricionista Maria Aquimara Zambone, da Divisão de Nutrição e Dietética do Ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em outras palavras, incluir essas opções no cardápio ajuda a reduzir os níveis de colesterol, permite controlar as taxas de açúcar no sangue e contribui para o emagrecimento.

O problema é que não há nenhum tipo de regra sobre a fabricação desses produtos no país, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. E por causa da falta de parâmetros cada empresa adota os critérios que bem entender. A Wickbold, marca líder no mercado, baseiase numa resolução já revogada pela Anvisa que, em suma, define o pão integral como aquele “preparado (...) com farinha de trigo e farinha de trigo integral ou fibra de trigo e ou farelo de trigo”. Sandra Sernaglia, gerente de marketing da empresa, reconhece que a definição é meio vaga. “Utilizamos a farinha de trigo refinada, fortificada com ferro e ácido fólico e incorporamos a fibra de trigo”, diz ela.

O grupo Bimbo, das marcas Pullman, Vita Plus e Nutrella, segue os preceitos da Whole Grains Council, organização que certifica por meio de um selo produtos integrais nos Estados Unidos. De acordo com suas normas, a massa do pão integral deve conter 51% de farinha... integral. A falta de regras específicas no setor é algo possível de ser resolvido. “Uma mobilização da sociedade civil pode levar às autoridades uma proposta efetiva”, acredita a advogada Mariana Ferraz, do Instituto de Defesa do Consumidor, o Idec.

Imagem: Ilustração

Filmes em Cartaz!

FILMES EM CARTAZ

- Período: 28/01 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
Cisne Negro - Black Swan
Cisne Negro
Suspense
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
Desenrola - Desenrola
Desenrola
Comédia
- Período: 04/02 a 10/02
Dois Irmãos - Dos Hermanos
- Período: 04/02 a 10/02
Enrolados - Tangled
Enrolados
Animação
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02
Santuário - Sanctum 3D
Santuário
Aventura
- Período: 04/02 a 10/02
- Período: 04/02 a 10/02

Câncer oral: evite os fatores de risco e previna a doença

Câncer oral

O câncer oral é um crescimento desordenado de células que se tornaram malignas (tumor ou neoplasia maligna), na cavidade oral ou lábios, que pode invadir outros tecidos e órgãos e até se espalhar para outras regiões do corpo (metástase). O câncer acontece quando uma célula normal do nosso organismo começa a se dividir de forma descontrolada e acelerada. Esse descontrole geralmente é causado por um acúmulo de mutações no DNA da célula (alterações genéticas) que não são reparadas pelos sistemas de controle do organismo. Assim, diz-se que houve transformação maligna dessa célula. O tipo de câncer oral mais comum é o carcinoma de células escamosas.

No Brasil, o câncer oral tornou-se um problema de saúde pública, principalmente nas populações com dificuldade de acesso a serviços de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano há cerca de 14.120 novos casos de câncer oral.

Aftas podem se tornar câncer?

Não. As aftas são lesões comuns e suas causas, ainda incertas, parecem relacionadas a alterações no sistema de defesa do organismo. São úlceras muito dolorosas (já as lesões iniciais do câncer tendem a ser indolores), recorrentes e autolimitadas, isto é, cicatrizam espontaneamente em poucos dias. Se a pessoa acha que tem uma lesão parecida com afta que não cicatriza após uns 15 dias, deve procurar um dentista ou médico para fazer o diagnóstico da condição.

Quais são os fatores de risco mais comuns associados ao câncer oral?

Primeiramente, fator de risco para o câncer significa uma condição que aumenta a chance de uma pessoa desenvolver o câncer. Para o câncer oral, o principal fator de risco é o uso do tabaco (cigarro, cachimbo, charuto, rapé, fumo de rolo). No tabaco há cerca de 4.700 substâncias tóxicas e pelo menos 60 dessas têm grande potencial de causar câncer.

O álcool também é um fator de risco e o seu uso com o tabaco aumenta ainda mais a chance de desenvolver um câncer oral. Além disso, deficiências nutricionais e a irritação mecânica crônica da mucosa (dentes fraturados e restaurações e próteses mal adaptadas) atuam como cofatores, favorecendo a ação de outros agressores, como o tabaco e o álcool. A má higiene da boca é considerada um determinante adicional ao risco de câncer. Pessoas do sexo masculino e acima de 40 anos de idade têm maior risco de desenvolver o câncer de boca e devem ficar atentas, principalmente, se forem fumantes e usuários de bebidas alcoólicas.

Pessoas que se expõem muito ao sol podem desenvolver o câncer de lábio. Essa doença ocorre mais em pessoas de pele clara, principalmente no lábio inferior.

Ao evitar os fatores de risco para o câncer de boca, estamos prevenindo essa doença. Portanto:

frutasdiabetes_copy

Pare de fumar;

bebidavinho

Evite bebidas alcoólicas, e se for beber, faça-o de forma moderada;

escovardentes

Faça a higiene da boca diariamente e visite seu dentista regularmente;

frutasverduras

Tenha uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas;

sollll

Evite a exposição excessiva ao sol e proteja-se, usando protetor solar e chapéu de abas largas.

Como é diagnosticado esse câncer? É possível confundi-lo com outros tipos de lesões pré-malignas?

O câncer de boca é diagnosticado, num primeiro momento, pelo exame clínico e depois, de forma definitiva, pela biópsia, que é a retirada de tecido da lesão para análise microscópica em laboratório (exame histopatológico). Se necessário pode-se fazer exames complementares de imagem, como radiografias e tomografias. O ideal é que a própria pessoa fique atenta a alterações que apareçam na região da cavidade oral, lábios e garganta. Se há alterações, como sinais, assimetrias, feridas, áreas esbranquiçadas e/ou avermelhadas e indolores, que não desaparecem nem melhoram em cerca de 15 dias, a pessoa deve procurar um serviço de saúde. Por outro lado, todo dentista deve, nas consultas de rotina, fazer um exame minucioso em todos os pacientes, pois, quanto mais cedo se detectar o câncer, maiores serão as chances de cura. Mas a maioria dos casos tem sido diagnosticada quando a doença já está em fase avançada e a cura se torna muito difícil.

O câncer de boca pode ter diversos aspectos clínicos. Por isso, durante o exame da boca, muitas vezes não é possível diferenciar uma lesão pré-maligna de uma lesão maligna (câncer), sendo importante realizar o diagnóstico diferencial, para descartar outras doenças, e a biópsia, para o diagnóstico definitivo.


O HPV tem alguma ligação com esse câncer?

O Papilomavírus Humano (HPV) pode introduzir seu DNA no DNA da célula hospedeira. Assim, quando nossa célula se multiplica, o DNA do vírus também se multiplica. Isso pode produzir tumores benignos, como papilomas e verrugas, mas em alguns casos pode haver produção de tumores malignos. A relação HPV-câncer de colo do útero já é mais conhecida e sabe-se que há tipos de HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer nessa região. Mas para o câncer de boca, apesar de numerosas pesquisas em todo o mundo e de alguns casos apresentarem o HPV, essa ligação de causa-efeito ainda não está bem esclarecida.

Como é feito o tratamento?

Depois de feito o diagnóstico definitivo, geralmente pela biópsia, o paciente é encaminhado para um serviço especializado em tratamento de câncer. A equipe médica decidirá qual o tratamento mais indicado para cada caso, que pode incluir cirurgia (remoção cirúrgica do tumor), quimioterapia (uso de compostos químicos para destruir células tumorais) e radioterapia (uso de radiação ionizante para destruir células tumorais). A escolha do tratamento dependerá do tamanho e das características da lesão e do estágio da doença. Em muitos casos, faz-se a combinação desses tipos de tratamento. Quanto mais cedo o tratamento for feito, maiores as chances de cura.

Referências

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, Secretaria de Assistência à Saúde, Ministério da Saúde, Brasil. Falando Sobre Câncer da Boca. Rio de Janeiro, 2002. 52 p. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/falando_sobre_cancer_boca.pdf.

COORDENAÇÃO DE PREVENÇÃO E VIGILÂNCIA DE CÂNCER, INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde, Brasil. Estimativas 2010: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro, 2009. 94 p. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/estimativa20091201.pdf.

CARVALHO, C. Cresce incidência de câncer de boca no Brasil. Rev. Bras. Odontol. São Paulo, v.60, n.1, p.36-9, jan./fev. 2003.

SILVERMAN, S. Oral Cancer, American Cancer Society. 5. ed. BC: Decker Inc., 2003. 212 p.

FRANCO, E.L. et al. Risk factors for oral cancer in Brazil: a case control study. Int. J. Cancer. New York, v.43, n.6, p.992-1000, June 1989.

Doralina do Amaral Rabello Ramos é Doutora em Ciências Odontológicas/Patologia Molecular pela Universidade de Medicina e Odontologia de Tóquio.

FONTE: IDMED